VW Golf recebe motor 1.5 TSI de 130 cv que desliga ao rodar

VW Golf recebe motor 1.5 TSI de 130 cv que desliga ao rodar

VW Golf Variant

VW Golf Variant

Na última quarta (9), comentamos por aqui um registro de patente curioso. AToyota havia registrado a ideia de uma transmissão manual voltada a baixo consumo. Entre outras coisas, ela permitia o “coasting” com transmissões manuais, algo que só era feito, até hoje, como modelos automáticos ou automatizados. Era, já que a Volkswagen apresentou hoje um jeito prático de fazer isso também com modelos manuais. Tudo graças a uma nova versão do motor 1.5 TSI Evo, que pode ser desligado com o carro rodando. Pode parecer loucura, mas o novo sistema de “coasting” é, isso sim, surpreendente.

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O novo motor, que também tem turbina de geometria variável e ciclo de combustão Miller, além de desligamento de cilindros, gera 130 cv e 20,4 kgfm, contra 150 cv e 25,5 kgfm do que já está no Golf reestilizado. A potência mais baixa provavelmente se deve ao foco total em economia. É no Active Cylinder Management, ou gerenciamento ativo de cilindros, que mora seu segredo para a nova função. Ele não desliga apenas 2 dos 4 cilindros do motor quando eles não são necessários. Pode desligar todos, desde que em condições de pouca exigência, como retas ou descidas. As mesmas em que muita gente ainda adota a prática perigosa da banguela. “Coasting”, se você preferir chamar a função deste modo, é uma banguela gourmet. Sem o risco de ficar sem o controle do carro, por exemplo.

Normalmente, essa função é feita desacoplando a transmissão do motor e deixando as rodas “livres”. Desligar o motor nunca foi uma opção até aqui porque isso que poderia comprometer completamente a dirigibilidade. Não no caso do novo 1.5 TSI Evo.

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O Active Cylinder Management gerencia todo o processo. Como? Não fazemos ideia, mas ele provavelmente conta com a ajuda do sistema stop-start, que tem um alternoarranque para religar o motor no para-e-anda das grandes cidades. Só que, como o carro já está em movimento e engatado, ele teoricamente pegaria “no tranco”, bastando voltar a injetar combustível para o motor acordar. A mágica do processo é o que a Volkswagen ainda não revelou, certamente para não dar ideia aos concorrentes.

Enquanto o 1.5 TSI Evo está desligado, uma bateria auxiliar de íons de lítio alimenta todo o sistema elétrico, inclusive a direção elétrica, a velocidades de até 130 km/h. Tudo enquanto o “coasting” opera, sempre em condições muito específicas, em que a inércia ajuda a economizar. Qualquer mudança, como pisar mais forte no acelerador ou nos freios, religa o motor.

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Entre 1.400 rpm e 3.200 rpm, com velocidades mais altas, o Active Cylinder Management faz o mesmo que nos outros modelos em que ele já está presente: desliga dois cilindros, o que reduz bastante o consumo e as emissões de poluentes. Com isso, o Golf deve ter um rendimento entre 20 km/l e 21 km/l, dependendo da especificação, que é traduzindo em uma emissão de CO2 variando entre 110 e 116 g/km.

Disponível na Alemanha, o VW Golf com motor 1.5 TSI de 130 cv parte de 23.725 euros para o hatchback e 25.775 euros para a perua. Enquanto isso, o Golf nacional deve ser reestilizado em breve. Já flagramos a linha inteira do carro em testes pelo Brasil, sem nenhuma camuflagem. A má notícia é que não virá com o 1.5 TSI por questões de custo, seguindo com o 1.4 TSI de 150 cv produzido em São Carlos (SP) e a transmissão automática Tiptronic de 6 marchas.

Colaborou Nicolas Tavares

Fotos: divulgação


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